Caixa de mai/21

Olibi – Aiuruoca (MG)

Azeites novos, artesanais, muitos deles já premiados. A Mantiqueira, com sua altitude, terra fértil e noites frias, já reúne um sem-número de olivais. Um deles, o Olibi, nasceu depois da tentativa de seu proprietário, Nélio Weiss, em experimentar outros cultivos em uma área que estava degradada. Pelo começo: desde 2007, 20 hectares em Auiruoca, cidade mineira com cerca de 6 mil habitantes, foram reflorestados (incluindo resgate de aves e sua reintrodução na natureza). Em 2011 teve o começo do plantio de diferentes tipos de oliveiras que, a cada ano, se transformam em azeite de qualidade superior. O de 2021, para Nélio, é o melhor por ter um amargor e picância mais acentuados: “São os polifenóis, o antioxidante do fruto que revela um bom azeite”. É o que está na caixa de maio do clube de assinatura.


“Sabia muito pouco sobre a produção do azeite”, confessa o produtor. Isso porque a olivicultura ainda está no início no Brasil (se pensarmos que no mundo, em especial no Mediterrâneo, o cultivo tem cerca de 6 mil anos) e quem planta aqui ainda está aprendendo. Lidamos ainda com um produtividade baixa se comparada aos olivais do Velho Mundo. E o consumo per capta de um brasileiro (meio livro/ano) não pode ser comparado, por exemplo, com o do italiano (16 litros/ano). São fatores que influenciam o preço final do produto.

Azeite Olibi
Azeite Olibi

press to zoom
Café Olibi
Café Olibi

press to zoom
Olival do Olibi Azeites
Olival do Olibi Azeites

press to zoom
Azeite Olibi
Azeite Olibi

press to zoom
1/4

Além do azeite e do café, se você for a Aiuruoca, não deixe de visitar a fazenda do Olibi por outra razão: o programa de reflorestamento da Mata Atlântica e resgate de aves do tráfico e de maus-tratos – ações apoiadas pelo Ibama, Polícia Florestal e por todos que desejem participar através do projeto Adote uma Oliveira. “Quando chegamos lá, o papagaio do preito roxo, símbolo da região, já não era visto”, conta Nélio. Sua reintrodução foi feita, assim como de outras aves, somando mais de 3 mil solturas até hoje. Repovoamento que não tem preço.

ONDE COMPRAR:

Pelo Instagram @olibiazeites ou pelo site www.olibi.com.br

Antepasto de flor de bananeira

São Bento do Sapucaí - SP

Conhece a flor de bananeira? É a parte roxa que fica no cacho da banana. Descartada pelos produtores, já que impede o desenvolvimento de cachos maiores, foi a deixa para o casal Juliana e Valdir produzir um antepasto delicioso em São Bento do Sapucaí (SP). Na verdade, reproduzir a iguaria que conheceram em um bistrô da cidade. “Pode-se comer com pão misturar em uma carne ou mesmo acompanhar um peixe”, sugere Juliana, que montou uma cozinha industrial no sítio, o Frescor da Mantiqueira.


Localizado no bairro do Quilombo, região rica na história do Congado e dos negros que ali sempre habitaram, o Frescor foi criado em 2016. É um sítio de produção orgânica e agroflorestal, referência em permacultura, uma maneira sustentável de se ocupar um espaço rural. “Toda plantação, hospedagem e experiências partem do princípio de redução da impactos ambientais e de desenvolvimento social local”, conta a proprietária. Isso significa usar mão de obra local e comprar preferencialmente de produtores dali, como é o caso da flor de bananeira. Além do antepasto, o casal também produz diferentes tipos de “frutirinhas”, uma massa de banana desidratada (combinada com gengibre, cacau ou morando, por exemplo), ótima para matar- de forma saudável – aquela fome da tarde.

Antepasto de flor de bananeira Frescor d
Antepasto de flor de bananeira Frescor d

press to zoom
Antepasto de flor de bananeira Frescor d
Antepasto de flor de bananeira Frescor d

press to zoom
Juliana Limonta  Frescor da Mantiqueira
Juliana Limonta Frescor da Mantiqueira

press to zoom
Antepasto de flor de bananeira Frescor d
Antepasto de flor de bananeira Frescor d

press to zoom
1/3

No espaço, além de um trailer e dois containers que servem de hospedagem para turistas, há uma ampla horta certificada de hortaliças e raízes, como mandioca, inhame, gengibre e açafrão. Boa parte vendida para o governo local e distribuído para escolas e família necessitadas durante a pandemia

ONDE COMPRAR:

Pelo Instagram @frescordamantiqueira ou pelo site www.frescordamantiqueiria.com.br

Granparma

Cachoeira de Minas (MG)

Quer conhecer o processo de produção de queijos e embutidos de uma pequena empresa em Cachoeira de Minas (MG)? Assim que a pandemia terminar (esperamos que logo), as visitas à Fazenda Malhada devem retornar. É lá que fica o grupo Granparma, que usando técnicas milenares italianas, oferece queijo tipo Grana Padano e presunto cru tipo italiano para a região. Produtos que, aliás, estarão na caixa do Mantiqueirias.


Mundialmente conhecido como o “Rei dos Queijos”, o Queijo Tipo Grana Padano segue rigidamente a fórmula ancestral italiana. Elaborado com leite cru de vaca, tem a forma de um tambor pesando entre 30 e 40 Kg. A casca é muito dura, de cor amarela forte, de textura lisa e normalmente oleosa. É um queijo que passa por um período de maturação até gerar as propriedades típicas destes produtos, como sabor, aroma e granulação. O processo de cura leva no mínimo doze meses, período no qual os queijos ficam em ambientes com temperatura e umidade controladas.


Há mais de dois mil anos os italianos têm o costume de salgar os alimentos para conservá-los. A empresa segue a mesma receita milenar, onde a união do sal, da carne suína e o tempo deram origem a um produto sofisticado feito hoje por poucos, o presunto cru tipo Italiano. Ele passa por diversos processos, onde a carne é refilada e compactada para perder a gordura e ganhar uma forma particular.

Queijo tipo grana padano e presunto cru Granparma
Queijo tipo grana padano e presunto cru Granparma

press to zoom
Presunto Cru
Presunto Cru

press to zoom
Granparma
Granparma

press to zoom
Queijo tipo grana padano e presunto cru Granparma
Queijo tipo grana padano e presunto cru Granparma

press to zoom
1/7

Depois de repousar por 24 horas em uma câmara frigorífica a 0 grau, o presunto recebe os primeiros punhados de sal, e a coxa é salgada a mão.  O sal enxuga o presunto retirando a água da carne para conservá-la, sem química ou defumação. Em seguida, é posta em uma câmara frigorífica entre 1 e 4 graus, durante duas semanas.

Durante todo o processo de maturação, que dura cerca de um ano e meio, a coxa passa por uma série de processos naturais em grandes câmaras O processo de maturação é feito, em suma, de forma lenta e gradual, com características de umidade e temperatura controladas.

ONDE COMPRAR:

Onde comprar: há diversos pontos de venda na cidade de São Paulo. Informações pelo @granparma.queijos.embutidos

QUER ASSINAR?

ICONES-02.png

MANTIQ

Receba 5 a 6 produtos

diferentes todo mês.

semestral - R$ 195/mês 

ou anual - R$ 180/mês 

com frete incluso.

ICONES-03.png

CAIXA AVULSA

Receba uma única caixa MANTIQ, com 5 a 6 produtos.

R$ 195 + frete R$ 27

ICONES-04_edited.png

SUA MANTIQ

5 a 6 produtos escolhidos por você, de acordo com o que temos em estoque. Entrega sempre na segunda semana do mês.

R$ 210 + frete R$ 27