Caixa de dez/20

Fernanda Kurebayashi,

A Senhora das Especiarias 

Visitar Gonçalves, no sul de Minas, e não passar pela A Senhora das Especiarias, é um pecado. Isso porque a alquimia das geleias, chutneys, molhos, sais e óleos aromatizados do lugar torna a parada obrigatória para qualquer turista. E assim entender como Fernanda Kurebayashi, em menos de 20 anos, fez da marca uma referência em geleias especiais, vendidas até em São Paulo: muita criatividade e ousadia no uso de ingredientes orgânicos, preferencialmente de produtores locais, fortalecendo assim a economia local. 


“Criei o negócio depois que vim de São Paulo pra Gonçalves e me apaixonei pela cidade. No início eram geleias pensadas para chefs, mas com o tempo o consumidor final se tornou o principal cliente”, conta Fernanda, que toca o negócio com cinco funcionárias.

 

A “fábrica” fica nos fundos da loja, no centro de Gonçalves, em frente à rodoviária.
Todos os produtos ali são preparados do jeito mais artesanal, como na Europa de séculos atrás, sem conservantes ou qualquer outro processo industrial. Sempre usando, dentro do possível, frutas e especiarias da região. E a criatividade é imensa. Pense em uma geleia de chocolate com cachaça, figo com grapa, ou então limão com manjericão. Tudo delicioso!

Geleia de vinho carmenere e chutney de manga
Geleia de vinho carmenere e chutney de manga

A Senhora das Especiarias na caixa de dezembro
A Senhora das Especiarias na caixa de dezembro

Geleia de vinho carmenere e chutney de manga
Geleia de vinho carmenere e chutney de manga

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Para a caixa deste mês, escolhemos com a proprietária dois exemplares que fogem do usual: um chutney de manga e uma geleia de vinho Carménère.  O chutney é um molho agridoce condimentado, podendo ser consumido com assados, grelhados, queijos, frios, fondue, pães e torradas. Já a geleia é ideal para temperar carnes e preparar molhos doces e agridoces, além de poder saboreá-la no café da manhã. 

ONDE COMPRAR

Os produtos podem ser encontrados, em São Paulo, no Santa Luzia (@casasantaluzia). Compras também podem ser feitas pelo site www.asenhoradasespeciarias.com.br.

Luiz Gabriel Pereira Villela, Pereira Villela Microtorrefação
 

Luiz Gabriel nasceu, pode-se dizer, entre pés de café.

Ele é a quarta geração de uma família de cafeicultores. “Aprendi a andar de bicicleta no terreiro de café, onde os grãos são secados”, lembra. A ida de Carmo de Minas, origem da família, para Itajubá, onde tem uma loja no centro desde 2007 – a Pereira Villela Microtorrefação -, aconteceu em 1988, quando o pai comprou uma torrefação de café comercial na cidade. “A partir daí, ainda adolescente, comecei a aprender tudo sobre o café, a classificar, sobre a torra, a fazer uma prova...”(veja o vídeo de uma prova em nossas redes).


Os microlotes de diferentes cafés da Mantiqueira têm as torras pela manhã, em uma imponente máquina, de fabricação nacional. É ali que o Luiz vai definir o sabor final da iguaria. Os dois cafés que o Mantiqueirias coloca nesta edição têm os mesmos grãos, do tipo Icatu, mas com torras diferentes. O Intenso tem uma acidez baixa, é mais encorpado, com notas de chocolate amargo e caramelo. No segundo, Equilibrado, a torra é mais rápida, então a acidez é maior, com menor amargor.


 

Luiz Gabriel Pereira Villela
Luiz Gabriel Pereira Villela

Pereira Villela Microtorrefação
Pereira Villela Microtorrefação

Pereira Villela Microtorrefação
Pereira Villela Microtorrefação

Luiz Gabriel Pereira Villela
Luiz Gabriel Pereira Villela

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São cafés do Delmar, irmão do Luiz, cultivados em Jesuânia, uma cidade com menos de 5 mil habitantes, no coração da Mantiqueira. 

ONDE COMPRAR

Em São Paulo no Pura Cafeinna (@puracaffeina), no site da loja (www.pereiravillela.com.br) ou pelo Instagram (@pereiravillela).

Gustavo Paiva, Tradicional do Vale
 

Estávamos procurando um produto para “fechar” a caixa do mês, que harmonizasse com os outros alimentos. Fomos conhecer o La Siesta 34 (@lasiesta34_cafesespeciais), um café mais que especial, em São Bento do Sapucaí (em breve na sua caixa!), quando fomos surpreendidos por um biscoito leve, servido junto com o café. É a mini broinha da Tradicional do Vale, de Jacareí, do Gustavo Paiva.
Mas o Vale do Paraíba é Mantiqueira? Fomos pesquisar e descobrimos que parte, sim, é Mantiqueira (Guaratinguetá, por exemplo, de onde vem o arroz Ruzene). É a porta de entrada da Mantiqueira, com semelhanças que fazem chefs usarem ingredientes que podem ser considerados das duas regiões.
 A Tradicional do Vale, nascida em 2014, quer resgatar um pouco do “sabor do Vale do Paraíba, tão rico em sua simplicidade e tão saboroso em sua diversidade”, de acordo com seu criador, enfatizando que “as nossas broinhas são preparadas com receitas originais, feitas artesanalmente, que remetem à memória afetiva de quem vive ou já passou pelas paisagens da nossa região”.
Os 5 diferentes tipos de mini broinhas da empresa são assados, sem adição de aromatizantes artificiais e corantes e com equilibrado teor de açúcar. As embalagens são reaproveitáveis, podendo ser reutilizadas para o armazenamento de outros alimentos. 


 

Broinha Tradicional do Vale
Broinha Tradicional do Vale

Broinha Tradicional do Vale
Broinha Tradicional do Vale

Broinha Tradicional do Vale
Broinha Tradicional do Vale

Broinha Tradicional do Vale
Broinha Tradicional do Vale

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Na conversa com o Gustavo, escolhemos a Mini Broinha do Vale, feita com coco natural, crocante por fora e macia por dentro. Por não utilizar aromatizantes e ser, portanto, mais neutra, pode acompanhar geleias, chutneys, doce de leite, goiabada cremosa, doces de frutas e até como topping de sorvete.E, claro, com aquele delicioso café!

ONDE COMPRAR

Não há ainda venda direta, apenas em cafés e empórios de Jacareí e São José dos Campos (SP).

Chicão Ruzene, Arroz Ruzene 

Conhece o Rio Piagui? Ele nasce em Campos do Jordão e corre pelo Vale do Paraíba, banhando Guaratinguetá e os solos do Arroz Ruzene. Por conta disso, depois de anos de pesquisa, o CIPAR (Centro de Intercâmbio e Pesquisa Arroz Ruzene) criou um mini arroz preto, a partir do cruzamento do tradicional arroz preto com o mini arroz e deu a ele o nome do rio.


O arroz Piagui, que está na caixa do Mantiqueirias, mantém as altas propriedades de proteínas e fibras, com os menores grãos do mundo hoje. O Piaguí “contém antocianinas e compostos fenólicos, que conferem uma coloração escura, e colaboram com ações antioxidantes, aspectos imensamente benéficos à saúde”, diz a empresa.


Proprietário e produtor, Chicão Ruzene explica que o arroz cultivado na região tem melhor aroma por conta da diferença de temperatura durante o dia (quente) e a noite (sempre mais fria): “Ele é mais suave, e tem um tempo de cozimento 20% menor”. Chicão aconselha preparar o arroz sem qualquer mistura para garantir o sabor característico. (veja o vídeo com o chef @vitor.pompeu em nossas redes).

Chicão Ruzene - Arroz Ruzene
Chicão Ruzene - Arroz Ruzene

Arroz Piagui - Ruzene
Arroz Piagui - Ruzene

Chicão Ruzene - Arroz Ruzene
Chicão Ruzene - Arroz Ruzene

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A Ruzene, fundada em 1991, cresceu cultivando o tradicional arroz agulhinha, e passou a dedicar-se desde 2005 a novas variedades de arrozes especiais. Saiba mais nas redes sociais da Ruzene. www.instagram.com/arrozruzene


ONDE COMPRAR

Mundo cerealista (@mundo_cerealista),  Casa Santa Luzia (@casasantaluzia), HortiSabor (@hortisabor), Rei dos Grãos (@reidosgraos).​

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